7 de setembro de 2009

A CONTAGEM DOS DIAS

Cada um mede os dias que lhe calharam como quer ou como pode. Os meus, conto-os em pores-de-sol. Não todos. Apenas daqueles extraordinários, quase sempre sobre o mar. Nessas alturas, ao comover-me diante do espaço que se unifica em tons que vão do laranja ao azul-prata, sei que se não houver amanhã, não fará mal. Porque me foi permitido ter estado ali, naquele tempo.
Ontem, contei mais um.

1 comentário:

Daniel J. Skråmestø disse...

É uma pena eu gostar tanto de dormir porque acho os nasceres de sol mais estimulantes que os pôres. Mas assim são ainda mais preciosos.